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Friday, October 5, 2012

o destino... lado a lado

Em Setembro de 2011, fui passar ferias com os meus papas para palma de Maiorca. 
Em Maiorca, eu e a mana, acabamos a conhecer dois grupos tugas, uns de Braga e outros do Porto. Então, começamos a sair com eles à noite. 
Acabamos por trocar contactos apenas com o pessoal de Braga. 
Btw, chegados a Portugal, combinamos um encontro com o pessoal de marrocos (Braga), só naquela. 

Na ultima semana de Setembro, quando a Magdalena veio a Portugal, levei-a a uma festa de recepção ao estudante ao Porto. A festa acabou e fomos obrigados a sair. Fica-mo-nos pela porta a conversar com os novos amigos que havíamos conhecido dentro da festa. Já não havia praticamente ninguém por ali, fora nós, e um grupo de pessoal mais ao lado, que igualmente a nós, estavam em convívio pós-festa.
A certa altura ouço, provindo desse outro grupo, alguém dizer "EIh é mesmo ela!", mas, nunca achando que falavam de mim, continuei inserida na conversa do meu grupo, até que, 2 membros do outro grupito se metem à minha frente, a olhar para mim muito pasmados, e... "Oh my God!".. Yap, era mesmo o pessoal que havia conhecido em Maiorca, os do Porto, aqueles que não trocamos qualquer contacto. 
O destino às vezes faz destas coisas que nos deixam a pensar. 
Agora pensemos:
Naquela noite, em Maiorca, não me apetecia sair, mas sai. Na rua, os relações publicas das discotecas abordavam as pessoas, e assim também o fizeram connosco, perguntando, entre outros, de onde éramos  Assim que dissemos que éramos portuguesas, ele indicou para um grupo de rapazes, mesmo ai ao lado, que também eram de Portugal. Foi assim que conhecemos este grupo do Porto. 
E se, o senhor RP nunca tivesse indicado para eles? Não nos iríamos conhecer e, ali no Porto, naquela noite, eles estariam ao meu lado a conversar, tal como em Maiorca, e nem iría saber que era a segunda vez que estávamos lado a lado...
É interessante pensar nisto! 

Wednesday, August 22, 2012

aquele que era tio do amigo

De dia para dia a minha vida parece tornar-se uma anedota, e, nesta vida nada consegue ser segredo.
Diariamente, no meu intervalo de almoço, passo-o sempre no mesmo café (como já referi em vários posts), onde já tracei (traçamos) várias amizade com muito dos clientes habituais. Torna-mo-nos "amigos" e, desde então, dividimos a mesma mesa onde conversamos de coisas supérfluas.
Hoje, um desses senhor, o senhor Carlos, chega ao café e junta-se a nós, como de costume.
Algum tempo tinha passado, e pergunta-me o sr. Carlos:
"olhe, você conhece o "Rui"?"
Claro que o meu primeiro pensamento foi para o "Rui", mas parecia-me muito, mas mesmo muito pouco provável que fosse ele, e por isso, questionei-o:
"Que "Rui"?"
Na maior descontracção, diz ele
"O "Rui Gonçalves""
Fiz aquele sorrisinho, que só eu sei fazer, fiquei vermelha como aqueles tomates fora de época e, meia envergonhada, o que não é normal, ou seja, queimei-me logo.
"sim conheço"
Os meus colegas de trabalho, olhavam para mim com cara de caso, e ao mesmo tempo com um sorrisinho malicioso reflectido, como quem pensa "Quem é o "Rui", Olga?" ....
Depois, de tantos meses a conviver com aquele senhor, vim a descobrir que é tio do "Rui", oh valha-me Deus....
É, o tipo de coisas que tentamos manter discretas, mas que depois aparece alguém, tipo o senhor Carlos, que estraga tudo. :D

Sunday, June 10, 2012

Caminhos Cruzados

Ás vezes acontecem coisas estranhas na nossa vida, ou então, sou eu que lhes dou demasiada importância. 
Ontem sai para a noite, já não o fazia à imenso tempo, mas devo admitir, bebi uns 5 a 6 cafés durante o dia para me aguentar, e lá me aguentei a noite toda. Estava-mo-nos já a preparar para nos vir embora da discoteca quando um rapaz vem ter connosco. Tocou no ombro da Dani e falou-lhe ao ouvido. Pelas feições da Dani, a afastar-se dele e a admirar-lhe o rosto, percebi que ele lhe havia perguntado alguma coisa do género "sabes quem eu sou?". E claro, não errei por muito, pelo o que a Dani me contou, ele disse-lhe que a conhecia a ela e a mim, inclusive disse os nossos nomes, e foi nesse momento que a Dani se afastou e descobriu quem ele era. Depois veio falar comigo e lá fiquei a saber quem era o rapaz. 
Quando tinha 13, 14 e 15 anos tinha uma mania incrível de apontar no diário todos os rapaz que conhecia. Chegávamos mesmo a fazer competições para ver qual era o dia em que conhecíamos mais rapazes. Este rapaz pertenceu a esse tempo, inclusive a essa lista. Lá vão 10 anos que conhecemos este rapaz natural de Vila das Aves. O mais cómico, no meio de isto tudo é que conhecemos o rapaz na mesma cidade que o voltamos a reencontrar, e que nada tem a ver com as nossas cidades natal, que foi Vizela.
Este tipo de situação, leva-me a querer que estamos constantemente a cruzar-mo-nos com pessoas que, em algum momento do passado já fizeram parte. É curioso, para mim, pensar nisto, já houve tanta gene que fez parte da minha vida e que não faço ideia onde se encontram. 

Aqui à dias aconteceu me outra situação deste género. Eu trabalho num pequeno escritório de contabilidade. No mês de Maio tivemos dois ROCs na escritório a fazer a revisão de contas das SA como já é normal todos os anos. Era um homem e uma mulher (dentro da casa dos 30). A primeira vez que olhei para a rapariga senti que a conhecia de algum lugar, mas como de costume, nunca sei de onde conheço as pessoas. O primeiro dia passou-me e pensei, "há-de ser alguém que conheço de vista do secundário", e ignorei. No segundo dia, essa rapariga, veio pedir-me alguns documentos, e à medida que ela falava eu pensava, "raios, eu conheço esta voz". Enquanto lhe tirava cópias dos documentos que me havia pedido, fiquei completamente hibernada nos pensamentos à procura do sítio, do lugar, de onde raios eu conhecia aquela rapariga. De repente, acendeu-se uma luz "Oh fuck é de Coimbra". 
Quando lhe fui entregar os documentos, estava decidida a perguntar-lhe se havia estudado em Coimbra, mas ao mesmo tempo estava  receosa de ser tudo fruto da minha imaginação. Quando entrei no pequeno compartimento, reparei que só lá estava ela, e então ganhei a coragem e perguntei-lhe:
"posso fazer uma pergunta?!"
Ela, riu-se, "Eu acho que já sei o que me vais perguntar"
"Por acaso não estudaste em Coimbra?"
"Estudei!"
"Pois, eu bem me parecia que te conhecia"
"É engraçado que já tinha falado com o meu colega de que te conhecia de algum lugar, nunca imaginei fosse que fosse de Coimbra"
Esta miúda, viveu comigo 6 meses nas residências. Na altura que entrei para as residências ela era a delegada de ALA e, por isso, apresentou-nos (a mim e a Cátia). Foi uma das únicas amizades que tracei naquelas residências, mas lembro-me que era o ultimo ano de licenciatura e por isso andava sempre atarefada de trabalhos. Para quem viveu nas residências, e que esteja a ler isto, estou a falar da Júlia.